Não deixe a peteca cair!

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Na jornada da vida se aprende: não deixe a peteca cair!

Vamos brincar?!

A história oral anuncia que as memórias são como berços para a transmissão de palavras, valores e esperanças. O registro com pessoas mais idosas pode ajudar as gerações mais novas a entender, sentir de que ainda pode ser divertido, ocupar o espaço  brincando. Brincar ritualisticamente. Reviver o riso e aventura de brincar com regras.  Quem vai querer?

Bom lembrar que além de histórias de vida que atuam como ferramentas de grande valia na construção da sociabilidade, poder imaginativo, senso moral,  conhecimento de culturas em diferentes raças e costumes. Podemos de forma vivencial, oportunizar um mergulho na linha do tempo. Proporcionar que o som da voz, o brilho do olhar conduza crianças e  jovens a sentir texturas, cheiros, imagens rurais, verdejantes, vínculos afetivos… tais sinais vão sendo plantados no coração dos ouvintes pela palavra.

Depois da escuta com o conselheiro Aldemar Jose Melotti. Tivemos  o  retorno de algumas famílias que sentiram que o astral de casa se modificou, com a chegada das petecas. Um dos brinquedos citados por nosso entrevistado.

Naqueles dias primeiro era o dever. Depois o lazer. O conselheiro foi filho. E logo cedo auxiliou a mãe na manutenção da casa. Esse menino viu a mãe perder a visão. Ele sentiu-se no dever de  se tornar o menino homem. Continuou admirando a força da mãe que manteve o oficio de lavar roupas pra  manter a família. Mesmo cega. como fazia pra saber se a roupa estava limpa? -ela cheirava. Quando se  perde um sentido. Outro é despertado.

Com devoção cresceu na beira do rio e  no meio da cidade. Lugar que  ainda vive.

Entre receitas de carrinhos de rolimã, bolicas, bola de meia. Escolhemos confeccionar petecas com as crianças  do N. Arco-íris.

Jogo de peteca.
http://www.ahistoria.com.br/peteca/

Há registros de que tal pratica tenha origem na  cultura indígena. No sul do Brasil essa brincadeira depois do trabalho e com o resta de palha que sobrava das plantações de milho se confeccionava petecas.

Número de jogadores: dois ou mais. Quanto maior o número de jogadores, mais divertido é o jogo.

Local: pode ser um pátio, praça, quintal…desde que tenha espaço suficiente para jogar.

Material:  Penas, palhas de milho, barbante.

Modo de  fazer: Dobrar a palha, ou  escolher uma caixa  de fosforo e forrar várias vezes  com a  palha de milho. Bate pra achatar a peteca e amarrar com barbante firme. Corta o excesso de cima da palha. Depois acrescente penas.

Tal  brincadeira esteve presente na infância de nosso amigo C. Aldemar que falou ” quando era  criança a gente primeira fazia o brinquedo e depois  brincava.”

Nosso brincar ganhou ritual. Foi divertido demais! Reunir crianças e adultos entorno de um brinquedo simples e leve. Gratidão.

Resp OE Núclear: M. Ricardo Pichller.

Auxiliar: Alvarito Baratieri, Roberta, Flavia, Patricia, Daniele, Claudete.

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1 Comentário

  1. Foto de perfil de Sandra Léa - CDC - N. Estrela da Manhã, 4R - BASES GESTÃO

    Peteca!!! Imagino a alegria das crianças ao conhecer a história do C. Ademar e poder confeccionar o brinquedo. Lendo e vendos as imagens fiz uma breve viagem lembrando do meu tempo de menina quando brincava de peteca com minhas 4 irmãs, que felicidade!

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