M. Uchôa e c. Neise, em tempos de olimpíadas… um casal que vale ouro!

M. Uchôa e c. Neise, em tempos de olimpíadas… um casal que vale ouro!

Escrito por Neisiane F. Uchôa Barcellos – Responsável Nuclear do Lupunamanta  3a. Região –  em 15 de agosto de 2015

 

Iniciaram a apresentação com a introdução da música “o que é o que é” de Gonzaguinha:

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz, a meu Deus, eu sei que a vida podia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita”.

A primeira pergunta foi querendo saber como eles se conheceram, ora ora, eu falei, mas vocês nem sabem onde eles nasceram ainda! Então uma criança pergunta onde nasceram, ele conta que nasceu em Maranguape no Ceará, mas só foi registrado tempos depois pelo pai na cidade de Manaus, ele acha até hoje que o pai pode ter errado na data e no ano de seu registro. Ela nasceu em Coari, interior do Amazonas, que significa rio do ouro, rio dos deuses.

Ele conta que não tinha brinquedos, nunca teve uma bicicleta, bem que ele queria ter, ficava olhando as bicicletas paradas com vontade de andar.

Estudava, mas também queria acompanhar o pai na oficina mecânica e o pai não deixava. Para satisfazer sua vontade, ele podia ler os livros de mecânica e não podia ler os livros do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, seu pai não deixava. Ainda gosta de mecânica, mas formou-se em Administração e Psicanálise.

Ela teve uma infância com muitas brincadeiras de roda, comendo frutas do quintal, pulava corda, brincava de boneca de pano, de tenente coronel e muitas outras…

Se conheceram no cinema, ele ficou em pé olhando quando ela e os irmãos entravam. Ao sentarem-se ele se aproximou e perguntou no ouvido dela se podia sentar-se ao seu lado, é claro que ela disse que não, então ele jogou um papelzinho com o nome dele e o telefone no colo dela. Depois de alguns dias, ela contou pra mãe o que tinha acontecido e resolveram ligar, era do trabalho dele e aí começou uma conversa que dura todos esses anos!

Ela morou na Penitenciária de Manaus… calma, é que o pai dela era Promotor de Justiça e Diretor, muito respeitado, conhecido como italiano bravo, bastava um olhar e os filhos já sabiam que era para parar o que estavam fazendo. Na sua função, nunca usou uma arma e sempre foi respeitado pelos presos e autoridades.

Ela gostava de ler e cantar, até cantou um pedacinho de uma música e disse que quando não sabia a letra toda inventava e as amigas achavam que ela sabia! Também contou que ao cantar o Hino Nacional todos os dias na escola a parte que diz “Dos filhos deste solo és mãe gentil,” ela cantava “Dos filhos deste só é alemão gentil, pátria amada Brasil! Todos riram. Contou outras histórias também!

Ele tocou no celular um pouquinho da música da sua época, um rock de Elvis Presley, pra mostrar a animação da música que também dançava.

Ele tinha um tio que foi em quem se espelhou pra estudar, não teve apoio de pai, a mãe ficou no Ceará e o pai casou de novo no Amazonas. O pai quase não conversava, falava pouco, para o pai falar alguma coisa ele tinha que ficar ao lado dele calado e esperar até que ele falasse. Já se arrependeu de ter conversado pouco com o pai e aconselhou as crianças a conversarem com seus pais pra não sentirem saudade de conversar com os pais quando estiverem ausentes.

Ela aconselhou as crianças respeitar a mãe, pedir benção, dizer aonde vai e que horas voltam, porque a mãe é como Nossa Senhora, é uma guarnição sempre ligada onde o filho estiver.

Uma criança perguntou se eles conheceram índios? Minha mãe contou uns causos e concluímos com uma dança indígena, mas, antes de dançar, os 4 netos presentes pediram bença aos avós e foi um momento de muita emoção, especialmente pra mim, que sou filha, que nem lembrei de convidar todas as crianças presentes pra pedir a bença também, mas o exemplo foi mostrado.

Dança indígena ao som da música Chegança de Antonio Nóbrega:

Minha mãe (c. Neise), colocou um Cocar (coroa indígena) na cabeça e lá fomos nós dançar com as crianças/jovens e quem quis participar. Puxou a dança em roda, igual grupo indígena, abrindo e fechando a roda, movimentando no ritmo e batendo o pé bem forte no chão, acompanhado por alguns adultos e em platéia revivemos o início do Brasil.

Sou Pataxó

Sou Xavante e Cariri

Ianomâmi, sou Tupi

Guarani, sou Carajá

Sou Pancaruru

Carijó, Tupinajé

Potiguar, sou Caeté

Ful-ni-o, Tupinambá…

Ah! Lembrei de um momento do perguntatório que meu pai se emocionou, quando perguntaram como ele conheceu a União do Vegetal!

Senti nesse instante do perguntatório um sentimento dele muito forte de gratidão ao M. Gabriel, mesmo sem falar, vi o quanto é importante pra ele essa Obra Sagrada e ele que trouxe toda nossa família, minha mãe, eu, meu esposo, na época namorado, meu irmão que bebe vegetal em Manaus e tenho mais dois irmãos que já beberam vegetal, mas não são sócios ainda.

Ambientação: Utilizamos objetos da época que eles conheceram e da cidade de Manaus ferro de engomar de carvão e moedor de carne, chaleira, maquina de costura, cuia de tacacá, peneira indígena, trouxeram umas lembranças de Manaus, um cocar indígena, e decoramos com um varal de fotos com bonitas lembranças de bons momentos vividos pelos dois!

Atividade complementar: algumas crianças e jovens fizeram tapioca à tarde com a C. Neise, na cozinha do Núcleo. Tinha tapioca de manteiga, de côco com leite condensado e com nutela, a C. Neise gosta muito de tapioca com café e tucumã, fruta típica da Amazônia.

Convidados: Mestre Antonio Vieira Uchôa e C. Neise Figliuolo Uchôa

Perguntadores: crianças, jovens e adultos

Responsável OE: C. Neiseane F. Uchôa Barcellos

 

 

1 Comentário

  1. Foto de perfil de Responsável Nuclear

    Um exemplo para seguirmos!
    O casamento é um laço de amor, amizade e cumplicidade, que deve durar para sempre. E esse casal que há 50 anos vem escrevendo essa linda história de amor serve de exemplo para os que também estão escrevendo suas histórias.

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