Oralidade no varal da vida. Qual linguagem usar?

 

Oralidade no varal da  vida. Qual linguagem usar?

9ª Região Encaminha noticias musicadas.

Percebo que  diante de objetos, fotografias, livros, álbum, musicas, costumes, apetrechos da comunidade os rituais  abrem lembranças. Cada lembrança como a menino dos olhos do mundo tem tanto a nos contar. São as imagens, que faz brotar a meninice que ainda vivi na lembrança…

As histórias de infância de cada pessoa têm papel que transcende a esfera da família. Cada memória  se abre para muitas histórias. Elas, podem trazer significados e riquezas simbólicas, ao grupo por inteiro, são enriquecimentos, preservação e expansão.  Nessa comunicação tão necessário de se fazer observo o papel de nossos jovens espiritualistas.

" O que me mantem vivo é nunca ter bebido água ardente... Meu pai viveu 112 anos (risos) tô chegando perto... Ele viveu muito bem, sempre com disposição e morreu em paz."

Seu Marcirio reside em Curitiba/PR, sócio N. Monte Alegre.
Atualmente diz que lembra pouco de seu tempo de criança. O que aguardou foi o que sua mãe lhe ensinou: nunca beber água ardente!

3. C. Raimunda apresenta o antigo ferro de passar roupas (18.04.15)

 

 

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As possibilidades dos jovens participar entender e sentir que  podemos nos ver, nos perceber ou até mesmo “dar uma voltinha pelo lado de  dentro de si” diante da voz, daquele ancião. Alguém que chegou antes de nós, nesse mundo.  Acredito que nossos jovens  espiritualistas vão trazer aos dias atuais sinais visuais, sonoros. Recursos vestidos com uma, ou, diferentes linguagens nascidas na oralidade. Recontar antigas memórias com uma roupa nova.  Há muitas palavras pescadas e mergulhadas  no centro da vida de nosso próximo.

Um pergunta pode chegar ao pé do ouvido dos jovens. Em especial, aos da 9ª Região que fizeram uma vinheta, uma pequena canção,  falando ao  coração de nossa irmandade, desse momento de escuta. Condição de crescimento pela escuta, e, dias de reavaliação de nossa condição humana diante do mundo. Ampliar nossos ouvidos ao som do outro, e pessoas que vivem fora de nosso quintal guardam em si memórias. Um gesto generoso encontra-se em  ouvir. E quem sabe poder recontar o que nossos velhinhos estão dizendo com os olhos, os sorrisos e palavras faladas. Sinto que nossos jovens podem trazer a simplicidade de promover rituais ancestrais a nossa chegada, gesto simles pode ser feito em uma roda de histórias.

A  pergunta lateja e quer pular fora da boca:  Qual linguagem os jovens espiritualizados podem desenvolver para nos auxiliar com a temática da  vez?

Nossa necessidade pede licença e quer produzir novas ideias, pesquisar linguagens tecnológicas, visuais, sonoras deste tempo e de outros.  Tratar de antigos e necessários temas como se trata de “celebridades”.  Os jovens podem pensar  que  “há um passado no meu/seu presente”. Só por isso, há muito o que ser feito em nossos encontros.

Sonhamos com  moços e  moças de nossa sociedade para despertar, cativas olhares, poder selecionar  palavras benditas, brincar com as formas em dizer coisas antigas de forma divertida. Modernizar a linguagem e preservar o conteúdo. Queremos e precisamos espalhar  que ainda acreditamos em relações duradouras. Na vida das florestas, na bondade, na espiritualidade e sentimos valor das pessoas.  Como pode ser possíveis representar nosso sentimento, nossos valores diante de outros grupos? IMG-20150322-WA0035

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Em cada fotografia, objetos muitas memórias são reveladas.

O que  acontece no imaginário de nossos jovens urbanos, rurais, do cerrado, nortistas, sulistas, quando se deparam  com expressões… “Foi num tempo, não muito distante, isso aconteceu… Era uma vez…. Num tempo em que os bichos ainda falavam… Se bem me lembro… As coisas eram  tão diferentes… A água não  tinha entrado pelo cano…”  Tenho a  impressão de que tais palavras os prendem.  Assim como acontece com outros humanos… Já percebemos que  diante das histórias os olhos são generosos, ouvidos selecionam e acolhe o som que conduz vida até o coração, que e irradia para o corpo inteiro  sons de felicidade. Existe uma informação química que transporta magia em cada palavra antes da história iniciar. Se bem me lembro tem a idade das histórias. Que ninguém sabe definir quando mesmo iniciou.  O que sabemos que cada vez que alguém pronuncia Foi assim…nosso mundo interno fica em alerta. Acho que é uma especie de anunciação: “vai iniciar a viagem pelo centro da vida do nosso próximo!”

Esse modo que a oralidade toma presença e ganha vestimentas alcança patamares de entendimentos, ensinamentos, divertimentos… Tal  forma de comunicação, vem desde que a  humanidade, aqui chegou. E temos um grande tesouro na arte da oralidade de nossa religião: a palavra. Trazida por ser humanos que  não são celebridades globais, são  pessoas como a gente lutando por sua evolução.

No ‘rio da  vida’  podemos mergulhar a palavra, o emissor e o receptor. Renuir-nos  e o dialogo se faz.  Ambos navegam e fazem com que a comunicação humana se amplie, se estenda. chegue ao mar… ao coração de quem queremos tocar.  Acho oportuno o emissor, o receptor saborear nesse encontro cada histórias de vida pescadas em diferentes gerações.

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c. Sonia Facundes Professora de musica e mãe de seis filhos. Uma mãe arteira.

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C. Aldemar. N. Arco-íris. Na beira do rio cresceu e no centro da vida preserva memórias de sua mãe lavando roupas, mesmo cega.

 

Qual sera a melhor, ou, as formas boas em transmitir o que estamos resgatando na temática da vez?

Onde podemos caminhar além de nossos quintais…  Seguir  com ações que “cidadanize” sentidos?  Tal ação por  certo, não é simples.  Mas pode acontecer em diferentes grupos humanos. Estender a oralidade no varal da vida de outros  jovens, levar novas linguagens com significados, visão espiritualizada. O conteúdo existe. Ouvimos em  depoimentos, olhamos, lemos, percebemos que ambos trazem o resgate de histórias pessoais. Resgates, que promovem uma energia boa,  abre sorrisos, renova esperança, faz com que os exemplos sublimes sejam bordando em nossa experiencia na terra. “Há palavras que o vento não leva.”

C. Guillermo IV

Guilhermo, muitas lutas fugindo da guerra.

 Imagino dialogarmos com nossos jovens espiritualizados, visando, estender à escuta, estender palavras ao  sol que  possa clarear dias nublados. Por exemplo, quantos sentimentos existe na menina dos olhos de nosso ancião? Como podemos representar isso? Por  fotografias,( exposição, vídeo, escrita…). Quanta garra ocupa os manos e  manas sobreviventes da guerra?  Quantas saudades  guardadas? E os olhares, sorrisos, ali a nos dizer, além de todas as dificuldades, ainda vale ser feliz!

Podemos iniciar e planejar de levar momentos de aproximação, presença na vida de  mais alguém. Representados em poesia, cinema, musica, boa conversa.  Estender sinas de cidadania.

Existe lugares com ausência de afeto, ausência de escuta, ausência de paz… Há  pessoas que  tem muito a nos dizer. Existem projetos sociais, assistenciais com  crianças, jovens e idosos no  Brasil  inteiro, onde, recebem agasalhos, alimentos, cuidados.  Mas, existe pouca aproximação, afetividade, sementes de esperança. Pratica de  ensinar a pescar dias melhores. Imagine  sairmos de nosso quintal e  soprar bolhas de sabão por asilos, e, avenidas levar  novas linguagens para antigas formas de estar nesse mundo.  Sonho com linguagens que anime o  ser humano, ilumine o caminho.

Será que nossos  jovens tem interesse por artes visuais? Podem  ganhar  interesse  por cinema, animação, exposição visual, curta metragens, documentários, performance, musica…conteúdos da cultura brasileira.  Quantos de nossos jovens conseguem ensinar essa linguagem até outros jovens?  Linguagem visuais, sonoras entre outras com ações que demarque a cultura espiritualista. Esse é  nosso desafio. Cultura que contenha uma identidade caianinha.

almofadas fofissimas de crochê Imagino reunir os pontinhos do bordado. Juntar linha, agulha, tecidos seguir tecendo novos vínculos de nossa união.

Acredito que estamos a preparar jovens e crianças para estender a oralidade no  varal  da vida. E que  eles possam olhar,  escutar, muito além de nossos quintais… E como sera lindo! Compartilhar linguagens por tecnologias, linguagem artísticas, linguagens produzidas por nossa galera jovem, com sinais pescados nos ensinamentos que acreditamos. E devagar mostrar quem somos. Algo que narre, os valores por nós cultivados.

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‘As histórias não envelhecem nós passamos pela vida.

Onde vivem os ‘jovens “ensolarados?” ( – ensolarados= m.Edison, cita essa expressão.). Interessados na escuta e no gesto de recontar histórias de encantamentos, legado por inteiro, vitorias, formação, escolhas, princípios, perdas, evolução…

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Sorriso certo! Cada palavra uma revelação.

Despertar em outros  jovens de que há  necessidade em se falar de claridade, renuncias, inquietação, escolhas, união…  Declarar  por  documentários, vídeos, musicas a delicadeza em cativar.  Com jeito poético acredito que nossos princípios de amar a Deus sobre todas as coisas, vão se ampliando.”.  Tarefa boa. Pescar na linha do  tempo o valor de pessoas que  chegaram antes de  nós nesse mundo. Replicar experiencias.

Sonho em Banhar  jovens no Rio da realidade. A  tal ponto  que  eles observe e  sintam que  são portadores de histórias.” guardo antigas histórias comigo! Eu quero recontar já!”  E iniciei a busca novas linguagens!

A palavra pode receber vestimentas que  passe adiante a mensagem de que dentro de  cada pessoa existe vestígios, memórias a ser revelados. Juntos podemos despertar o estudo da evolução de nossa raça aqui e ali…

Qual caminho seguir quando se pretende exercer a cidadania?

Qual  roupa  vestir para mostrar a nova  linguagem que  cidadanize?

E tão especial será! Quando conseguirmos despertar nossos sentidos até o amanhecer.

Qual caminho para expandir a linguagem da paz?

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2 Comentários

  1. Foto de perfil de Renata Rizzo

    Boas palavras para uma longa reflexão! Como ser bons ouvintes?.., saber falar e prata mais saber ouvir é realmente um diamante.

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